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Toxidade e Limite de Tolerância

 

Aspectos Gerais da Toxicidade

A toxicidade de uma substância geralmente não é um fenômeno simples, linear. Vejamos o oxigênio, por exemplo:

A falta absoluta de oxigênio no ar é mortal ao organismo humano. A medida que aumenta sua concentração na atmosfera, as possibilidades de sobrevivência crescem, a partir de um certo momento cessa o perigo de vida e existem apenas sintomas de oxigenação deficiente. Ao continuar a subida da concentração, os níveis de oxigênio permitirão condições ótimas de metabolismo e, portante, de saúde. Este equilíbrio ocorre quando há 21% de oxigênio na atmosfera. Poderia se pensar que o aumento da concentração desse gás seria sempre favorável ao organismo mas isso está longe da realidade. Se o oxigênio continuasse a aumentar na atmosfera, teríamos desconfortos no princípio, depois lesões pulmonares que se traduziriam em hemorragias fatais quando a concentração de oxigênio chegasse a 100 %!

Limite de Tolerância

Limite de tolerância (LT, que muitas vezes aparece como TLV, do inglês: “treshold limit values”): é um conceito fundamental para o direito trabalhista. Através de estudos exaustivos, procurou-se estabelecer o limite compatível com a salubridade do ambiente em que vive o trabalhador, para as mais diversas substâncias . A nossa legislação usa valores para jornadas de 48 horas semanais. Portanto, se o LT for 39 ppm para um determinado poluente (caso do CO), isso significa que em nenhum momento aquela substância deve ultrapassar 39 ppm no ambiente em que operários atuam por 48 horas semanais. O LT pode ser expresso em ppm (uma parte de gás para um milhão de partes de ar) ou mg/ m³ (mg de gás por metro cúbico de ar).

Vejamos os valores do LT para os poluentes que mais interessam:

Monóxido de carbono 39 ppm 43 mg/m³
Monóxido de nitrogênio 20 ppm 23 mg/m³
Dióxido de nitrogênio 4 ppm 7 mg/m³
Dióxido de enxofre 4 ppm 10 mg/m³
Aldeído fórmico 1,6 ppm 2,3 mg/m³
Aldeído acético 78 ppm 140 mg/m³
Ozônio 0,08 ppm  
Material particulado   0,62 mg/m³
Chumbo   0,1 mg/m³

Notem-se os valores do ozônio e do aldeído acético: 0,08 ppm e 78 ppm, respectivamente. Portanto, a toxicidade dessas substâncias varia enormemente.

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